quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ceia de Natal


Os dias de lazer costumam gerar tensão para quem tenta se manter firme em um programa de redução de peso. A palavra-chave para se sair bem dessa tormenta é uma só: objetivo!
Autocontrole e motivação ajudam a manter uma alimentação equilibrada e um estilo de vida mais saudável
Iniciar e manter um programa de redução de peso deve ser uma decisão consciente. Para muitos estudiosos a obesidade é um distúrbio multidisciplinar e o estilo de vida exerce grande influência, o que requer disciplina para ser corrigido. Daí a importância de se levar em conta fatores fisiológicos, psicológicos, sociais e situacionais envolvidos.
Múltiplos fatores contribuem para que uma pessoa ganhe ou perca peso. O padrão de comportamento individual, a falta de exercícios físicos, a quantidade e a qualidade dos alimentos constituem fatores de risco. A alimentação precisa respeitar peculiaridades regionais e pessoais tanto quanto possível. Entretanto, é necessário desmistificar o alimento como única fonte de gratificação. Para isso o trabalho do psicólogo e do nutricionista pode ser muito importante.
Muitas pessoas têm dificuldade para controlar a alimentação quando saem da rotina. Finais de semana, férias e festas podem ser um problema para quem deseja manter uma alimentação equilibrada. As viagens quase sempre são uma pedra no meio do caminho, pois modificam a rotina alimentar, interrompem a prática de exercícios físicos e os alimentos diferentes e variados viram uma tentação difícil de resistir.
As férias e pequenas viagens geram os mesmos problemas para quem deseja emagrecer. As festas gastronômicas, como o Natal e o Ano Novo, nas quais a comida farta e calórica é o foco principal, podem fazer um belo estrago para os que não conseguem optar por escolhas inteligentes.
É muito importante diferenciar fome de gula. A gula é um dos fatores responsáveis pela falta de controle na alimentação. Muitas pessoas comem mesmo sem estar com fome, porque não são capazes de controlar a vontade de ingerir um determinado alimento. É verdade que o excesso de comida à nossa volta torna cada vez mais difícil conter o desejo de comer. É preciso controle emocional para resistir ao desejo de consumir alimentos que contêm calorias em excesso. É normal que, mesmo não estando com fome, a vontade de comer apareça. Se a pessoa achar difícil resistir, deve evitar ao máximo o contato com alimentos e situações que despertam essa vontade.
Uma técnica para resistir à gula é sempre perguntar-se antes de comer: Estou com fome? Porque vou comer? Responda primeiro, antes de se aventurar a consumir uma guloseima de alto risco.
Em ocasiões fora da rotina é preciso evitar beber cerveja ou refrigerante para matar a sede. A boa e velha água é muito melhor. Caminhe o máximo que puder. Em geral não há pressa para os compromissos e as caminhadas podem compensar algum excesso inevitável.
Relaxar, no sentido de descontrair, é muito importante para o bem estar físico e emocional. O ideal é dedicar diariamente algumas horas para atividades de relaxamento. Ficar à espera das férias para descontrair pode aumentar o estresse e contribuir para cometer excessos.
Procure viver bem a cada dia, para que nas ocasiões especiais você esteja preparado para não desperdiçar tudo o que cultivou cuidadosamente durante o ano inteiro.
Flávia Leão Fernandes